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O PODER EXPORTADOR DOS GRANULADOS
São pellets, senhores - granulados de madeira prensada utilizada como energia limpa. Lima Rebelo, o ex-administrador da Engil que lançou a área de energia e ambiente do grupo antes de se aventurar por conta própria, não inventou o produto mas inovou no modelo e dimensão do negócio.
O balanço traduz-se em importação zero e exportação cem. A receita anual de €40 milhões resulta da exportação de 330 mil toneladas, que torna a sua holding, a Gesfinu SGPS, um dos três maiores fabricantes da Europa.


O perfil de clientes exige que o processo de transformação seja mais rigoroso e controlado, sem margem para erros que afectem o poder calorífico das pellets. O preço de cada tonelada depende do seu rendimento energético. A produção de pellets deixa de estar focada no mercado residencial e ganha uma nova vocação que potência o valor da fileira florestal portuguesa.


Há três anos, Lima Rebelo decidiu juntar a área de biomassa ao universo de energias renováveis em que operava, sem ficar refém dos subsídios. O seu grupo está presente nas mini-hídricas, energia eólica e na reciclagem de óleos. Traçou, então, um plano de €32 milhões que consistia na instalação de três fábricas de produção de pellets, numa lógica de proximidade da floresta e de cobertura nacional.


A primeira, em Lousada, entrou em funcionamento em Janeiro de 2008; seis meses depois foi a vez da unidade de Mortágua. O ciclo fecha-se este mês com a abertura da Pellets Power de Alcácer do Sal. No total, as três unidades, de laboração contínua (interrompem apenas no Natal), geraram 105 empregos directos, mais de 300 indirectos e ocupam uma área de 22 hectares.
O programa incluiu ainda a construção de dois silos no porto de Aveiro que permitem o abastecimento directo dos navios que transportam as pellets a granel. Todas as semanas, dois navios de pequena tonelagem (3500 toneladas), nuns casos fretados, noutros das próprias companhias importadoras, zarpam de Aveiro rumo à Europa do Norte e Central.

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